Governistas e opositores consideram-se vencedores na Espanha
Agência EFE
MADRI - Tanto o partido no Governo (socialista) quanto a oposição conservadora consideram-se vitoriosos nas eleições locais realizadas na Espanha, nas quais a pequena margem de votos entre as duas legendas e o frágil equilíbrio que ambas mantêm deixam todas as possibilidades em aberto para o pleito geral de 2008.
Os resultados das eleições municipais atestam que o Partido Popular (PP) venceu por uma pequena margem de votos, de apenas 0,7 ponto (155.991 sufrágios), o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que, por sua vez, conquistou 679 vereadores a mais que o PP e cresceu em regiões como o País Basco.
As eleições regionais, realizadas em todas as comunidades autônomas, exceto Galícia, País Basco, Andaluzia e Catalunha, ratificaram a atual divisão de poder, já que ambas as forças conservam seus principais redutos.
No entanto, o PP se sente ameaçado no Governo de Navarra e das Ilhas Baleares, onde perdeu a maioria absoluta.
O PSOE obteve um importante avanço nas Ilhas Canárias, passando de terceira para primeira força política com o ex-ministro da Justiça Juan Fernando López Aguilar, que, no entanto, precisará fazer acordos para conseguir governar.
As duas principais forças políticas espanholas fizeram hoje um balanço positivo dos resultados.
Para o 'número dois' do PSOE, José Blanco, o resultado 'é claramente positivo, o partido sai com mais vereadores, com mais possibilidades de governar em regiões autônomas e em administrações provinciais'. Blanco reconheceu, no entanto, que a legenda 'tem um problema na comunidade autônoma de Madri'.
Nesta região, os conservadores tiveram uma vitória arrasadora com seus dois candidatos, o prefeito Alberto Ruíz-Gallardón e Esperanza Aguirre, a presidente regional. A atuação foi qualificada de "histórica' pelo PP.
O dirigente popular, Mariano Rajoy, expressou também sua satisfação com os resultados, considerados os 'melhores que o PP obteve ao longo de sua história' em número de votos e percentual. Rajoy garantiu que continuará trabalhando para vencer as eleições gerais de 2008, nas quais enfrentará o presidente do Governo e líder do PSOE, José Luis Rodríguez Zapatero.
