Estudante russo confessa 37 assassinatos por motivos xenófobos

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Agência EFE

MOSCOU - Um estudante de pintura detido pelo assassinato de um armênio em Moscou em meados de abril confessou à Polícia que matou 37 pessoas por motivos xenófobos, segundo a edição desta segunda-feira do jornal 'Vremya Novostei'.

O skinhead, identificado como Artur Rino, de 18 anos, disse aos investigadores que tinha matado suas vítimas para 'limpar a cidade'

de caucasianos.

Segundo o jornal, em um primeiro momento os investigadores duvidaram do depoimento de Rino, mas, quando começaram a verificar suas declarações, vários dos episódios foram confirmados.

O skinhead confessou que odiava 'desde a escola' as pessoas do Cáucaso que foram se radicar em Moscou.

Rino declarou que a primeira 'execução' foi realizada em 21 de agosto de 2006, no mesmo dia em que dois ultranacionalistas detonaram uma bomba em um mercado de Moscou, atentado no qual treze pessoas morreram, a maioria de origem asiática.

O detido confessou que naquela data apunhalou um imigrante asiático durante uma briga provocada por um grupo de skinheads.

De acordo com seu depoimento, Rino cometeu cerca de vinte assassinatos junto a um amigo, Pavel Skachovki, também de 18 anos, estudante do Instituto de Educação Física.

Skachovski, que também está detido, negou envolvimento nos crimes.

- Atualmente se trabalha na comprovação das declarações de Rino, disse ao 'Vremya Novostei' uma fonte da investigação. Algumas das declarações já foram confirmadas.

- Em um vídeo gravado por uma câmera de vigilância instalada na porta de um edifício no norte de Moscou se vê claramente Rino e Skachovski matando uma pessoa, em quem deram mais de 40 punhaladas, afirmou a fonte.

Os dois skinhedas foram detidos pela Polícia em 17 de abril, depois que testemunhas os indicaram como autores do assassinato do empresário armênio Karen Abramian, que recebeu mais de vinte golpes de arma branca.

No dia anterior, segundo Rino, os dois tinham assassinado um cidadão tadjique, também a punhaladas.