Começa a reunião entre embaixadores de Irã e EUA em Bagdá
Agência EFE
BAGDÁ - Os embaixadores de Estados Unidos e Irã em Bagdá começaram nesta segunda-feira sua reunião para discutir o problema da violência no Iraque, no primeiro encontro entre diplomatas de ambos os países em 27 anos.
O representante dos EUA, Ryan Crocker, e o do Irã, Hassan Kazemi Qomi, reuniram-se no escritório do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que inaugurou a reunião, na fortemente custodiada "zona verde' de Bagdá.
O encontro acontece em meio a acusações cruzadas entre os dois países por seu intervencionismo no Iraque.
Um porta-voz do Ministério de Exteriores iraniano acusou no sábado passado os serviços de inteligência dos EUA de recrutar espiões para cometer atos de sabotagem em áreas fronteiriças do país com o Irã.
Já os americanos acusaram em várias ocasiões o Irã de fornecer armamento pesado, como foguetes e bombas, às milícias xiitas e a alguns grupos insurgentes sunitas que operam no Iraque contra o Governo.
Maliki disse em seu discurso de abertura da cúpula desta segunda-feira, que confia em que a reunião será 'positiva, transparente e ajude num alto grau de responsabilidade', segundo a emissora de TV oficial iraquiana 'Al Iraqiya'.
O primeiro-ministro acrescentou que considera que seu Governo será protagonista nas negociações, 'buscando dirigir o diálogo na direção correta'.
Além disso, Maliki expressou sua confiança em que o conflito no Iraque seja o principal assunto na agenda dos diplomatas.
O encontro desta segunda-feira é o primeiro contato de alto nível entre Estados Unidos e Irã desde que ambos os países romperam suas relações em 7 de abril de 1980, durante a chamada 'crise dos reféns'.
Mais de 50 americanos permaneceram cativos durante 444 dias em sua embaixada em Teerã entre novembro de 1979 e janeiro de 1981, depois da derrocada do Xá Mohammed Reza Pahlevi e a instauração de um regime islâmico.
