Austrália lembra 40 anos de plebiscito que reconheceu aborígines

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Agência EFE

SYDNEY - As principais cidades australianas realizaram nesta segunda-feira atos em comemoração ao 40º aniversário do plebiscito que concedeu direitos legais aos aborígines australianos, que pela primeira vez foram incluídos no censo do país.

O ato mais importante do dia aconteceu no velho Parlamento de Canberra, onde o primeiro-ministro, John Howard, ofereceu uma conferência na qual defendeu que uma reconciliação entre as duas comunidades passa por um reconhecimento mútuo dos erros do passado.

A reflexão foi contestada por uma mulher do público que interrompeu a conferência de Howard com o comentário:

- Sofremos o genocídio de seu Governo e de seu tribunal, disse a imprensa local.

Também participou do ato, que foi assistido por cerca de 400 pessoas, o líder do opositor partido trabalhista, Kevin Rudd, que disse que se vencer as próximas eleições pedirá perdão em nome do Governo pelas atrocidades cometidas no passado pelos colonos europeus.

O ato era um dos muitos que desde o sábado foram realizados na Austrália em lembrança ao plebiscito que reconheceu os aborígines como cidadãos australianos de pleno direito.

No entanto, apenas em 1992 a Austrália reconheceu que os aborígines estavam no país antes da chegada dos colonos europeus.

A população aborígine na Austrália atualmente é de aproximadamente 400.000 pessoas e representa cerca de 2,1% da população total do país.