Argentina: mais da metade diz que situação melhorou com Kirchner

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Agência EFE

BUENOS AIRES - Mais da metade dos argentinos considera que sua situação melhorou nos quatro anos do Governo de Néstor Kirchner, cujo desempenho é avaliado positivamente por 58% da população, segundo pesquisa divulgada hoje.

Quatro anos após a posse de Kirchner, em 25 de maio de 2003, a empresa de consultoria Opinião Pública, Serviços e Mercados realizou uma pesquisa com 1.100 pessoas em todo o país, cujos resultados foram publicados hoje pelo jornal 'Página/12'.

Ao todo, 53% dos entrevistados disseram que sua situação melhorou em comparação com 2003. Para 33%, está igual, e 14% consideram que piorou.

Paralelamente, 58% classificaram como positivo o desempenho de Kirchner, cujo mandato termina em 10 de dezembro, 34% o definiram como regular e 8% afirmaram considerá-lo negativo.

Além disso, 56% dos entrevistados disseram que a situação da Argentina melhorará no próximo mandato presidencial, 34% afirmaram que continuará igual, e 10% afirmaram que piorará.

Os entrevistados também foram perguntados sobre o que Kirchner deveria fazer perante os conflitos sociais e sindicais que explodiram nos últimos tempos, como os greves promovidas por professores em diferentes pontos do país.

Um total de 75% respondeu que o presidente deveria melhorar o diálogo com os setores em conflito, 13%, que ele precisa ter uma posição firme e não ceder perante as exigências exageradas, e 2%, que não deveria intervir.

Kirchner ainda não definiu se tentará a reeleição ou promoverá a candidatura de sua esposa, a senadora Cristina Fernández, nas eleições presidenciais de 28 de outubro.

O chefe do Estado e a primeira-dama lideram as pesquisas de opinião com grande vantagem, mas Kirchner tem um nível de intenções de voto superior ao de ssua esposa.