Hamas ameaça Israel com atentados suicidas

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Agência EFE

GAZA - O braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedeen Al-Qassam, advertiu que a realização de atentados suicidas é uma "questão de tempo", depois que o Exército israelense deteve um ministro islâmico e matou membros de forças leais a esse movimento. Para o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, a ofensiva israelense, que entra hoje em seu décimo dia, é uma "autêntica guerra", dirigida a "frustrar" o povo palestino, "extorquir-lhe e forçar-lhe a aceitar ordens do exterior".

"No entanto, a agressão não atingirá seus objetivos e trará perigosas conseqüências", disse em comunicado. A nota foi divulgada depois que quatro bombardeios israelenses mataram cinco membros das forças auxiliares do movimento islâmico e feriram seis palestinos.

Essas forças também são chamadas Executivas e foram criadas após a subida do Hamas ao poder, em março do ano passado. Quatro de suas instalações foram atacadas esta manhã por aviões militares israelenses, em ações que duraram menos de uma hora. Os alvos ficavam no sul e no oeste da Cidade de Gaza, assim como no oeste de Khan Yunis e em Rafah, ambas no sul da região, segundo testemunhas e fontes da segurança palestina.

Os dois primeiros bombardeios, registrados no bairro de Zeitoun, densamente povoado, e no oeste da cidade, produziram grandes explosões e muita fumaça, que podia ser vista de longe, segundo testemunhas. Os ataques em Khan Yunis e Rafah não causaram vítimas.

Após a ofensiva, o porta-voz das Brigadas de Ezzedeen Al-Qassam, Abu Obaida, assegurou em comunicado que o "início das operações de martírio (atentados suicidas)" em Israel e nos territórios palestinos "é questão de tempo". As brigadas já dispararam hoje uma série de foguetes artesanais contra o sul de Israel e advertiram que lançarão outros quatro projéteis antes do final do dia.