PMA denuncia aumento de ataques contra comboios no Afeganistão

Por

Agência EFE

GENEBRA - O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas denunciou nesta sexta-feira os ataques cada vez mais freqüentes a seus comboios no Afeganistão, que no último ano causaram a morte de dois trabalhadores e a perda de 500 toneladas de alimentos.

- Os autores dos ataques devem ser condenados, mas pela Justiça, pelo menos por estas comunidades privadas de alimentos. Também contribuem para agravar a situação dos afegãos mais pobres - afirmou o representante do PMA no Afeganistão, Rick Corsino, em comunicado.

A porta-voz do organismo em Genebra, Christiane Berthiaume, explicou que nos últimos doze meses os comboios do PMA sofreram vinte ataques - oito desde o início de abril e quarta-feira passada -, nos quais 500 toneladas de mantimentos com valor de US$ 350 mil foram perdidas.

A organização lembrou que em outubro e abril dois trabalhadores do PMA morreram em ataques semelhantes e que os caminhoneiros se mostram cada vez mais reticentes a distribuir ajuda humanitária no sul, no oeste e no sudoeste do país, onde a insegurança é maior.

As regiões mais perigosas para os comboios do organismo da ONU são a capital, Cabul, Kandahar e Nimroz (sul), Farah e Herat (oeste), e Ghazni e Paktya (sudoeste).

O PMA pediu às autoridades afegãs que reforcem a segurança, porque os ataques e saques atrasam os envios e aumentam o preço da distribuição.