Pentágono considera que ameaça estratégica da China está crescendo
Agência EFE
WASHINGTON - O crescente poderio militar da China se viu fortalecido no último ano devido ao aumento da quantidade e da qualidade de seu armamento, que em pouco tempo incluirá cinco submarinos nucleares dotados com mísseis de longo alcance, segundo um relatório do Pentágono vazado à imprensa.
Além de se preparar para colocar em funcionamento novos submarinos, os chineses avançam no desenvolvimento de mísseis estratégicos e em seus preparativos para poder atacar, em caso de guerra, os satélites militares e as redes de informática, tanto militares como civis, segundo os jornais 'The Washington Times' e "Financial Times', com base no relatório do Pentágono.
Este relatório sobre a China, que o Pentágono elabora para o Congresso todos os anos e que deve ser publicado nesta sexta-feira, representa uma avaliação objetiva que 'não exagera a ameaça', como afirmou na quinta-feira o secretário de Defesa, Robert Gates.
No entanto, Gates acrescentou, em entrevista coletiva com o chefe do Estado-Maior, general Peter Pace, o documento 'retrata um país que está dedicando grandes recursos ao setor militar e desenvolvendo capacidades muito sofisticadas'.
Gates reconheceu que 'algumas das capacidades que estão sendo desenvolvidas são preocupantes'.
No relatório, os analistas do Pentágono calculam que até 2010 a China será capaz de destruir 'muitos' dos satélites americanos com seus mísseis.
Até o fim do ano, se prevê o início do desdobramento, na China, de novos mísseis balísticos intercontinentais DF-31A, baseados em terra, mas móveis, que seriam capazes de atingir qualquer parte dos Estados Unidos.
O Pentágono também considera iminente o desdobramento de cinco submarinos nucleares Yin, um dos quais já está fazendo testes em alto-mar.
Cada um destes cinco submarinos terá 12 mísseis JL-2, com um alcance de 8 mil quilômetros, segundo os jornais.
Até agora a China contava com somente um submarino armado com mísseis balísticos.
