Grã-Bretanha rejeita oferta russa de julgar Lugovoy

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REUTERS

MOSCOU - A Rússia afirmou nesta sexta-feira que avalia a possibilidade de julgar o principal acusado pela morte de Alexander Litvinenko se a Grã-Bretanha fornecer provas suficientes sobre a culpabilidade dele, afirmou na sexta-feira o procurador-geral daquele país.

A oferta, no entanto, foi rejeitada pela Grã-Bretanha, que quer julgar o suspeito, alegando que o julgamento deve ocorrer em solo britânico.

Autoridades britânicas desejam que Andrei Lugovoy, um ex-agente da KGB que se reuniu com Litvinenko no dia em que este ficou doente, seja extraditado da Rússia a fim de ser julgado pelo assassinato.

Mas o governo russo diz que não pode extraditar seus próprios cidadãos.

O procurador-geral do país, Yuri Chaika, afirmou ao secretário britânico de Justiça, Lorde Peter Goldsmith, que, 'se a Grã-Bretanha nos fornecer provas da culpa de Lugovoy e se considerarmos essas provas suficientes, então há a possibilidade de que o julguemos', informou uma porta-voz de Chaika. Goldsmith, em comunicado, afirmou ter dito a Chaika que ele espera que a Rússia extradite Lugovoy.

Lugovoy afirmou na quarta-feira que é inocente. A Constituição russa proíbe a extradição, pelo país, de seus próprios cidadãos.