Cidadãos de países desenvolvidos defendem cotas a imigrantes
Agência EFE
PARIS - A maioria dos cidadãos de Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido é favorável a que sejam estabelecidas cotas para imigrantes nestes países, segundo uma pesquisa da Novartis/Harris Interactive divulgada nesta sexta-feira.
Cerca de 86% dos britânicos, 77% dos espanhóis, 76% dos italianos, 66% dos alemães, 62% dos franceses e 61% dos americanos aprovam uma política de cotas, afirma a enquete divulgada pela televisão 'France 24' e pelo jornal 'International Herald Tribune'.
A maioria dos entrevistados dos seis países considera também o controle das fronteiras contra a imigração 'muito frouxo', de acordo com os resultados da pesquisa.
É o que pensam 80% dos britânicos, 78% dos italianos, 73% dos americanos, 62% dos espanhóis, 56% dos franceses e 54% dos alemães.
Quanto à gestão da imigração ilegal, o percentual da população que é favorável à expulsão, independente da situação familiar dos clandestinos, também é grande.
Italianos (60%), britânicos (59%) e alemães (54%) são os mais inflexíveis em relação à imigração irregular, enquanto americanos (46%), espanhóis (43%) e franceses (34%) manifestam uma posição mais branda quanto à expulsão.
Aproximadamente 67% dos britânicos e 55% dos italianos e dos alemães acreditam que em seus países moram 'muitos' imigrantes em situação regular. Da mesma forma pensam 45% dos espanhóis, 35% dos americanos e 32% dos franceses.
A integração dos imigrantes é percebida majoritariamente como um fracasso pelos europeus entrevistados, com exceção dos espanhóis, que aparentemente ainda não formaram uma opinião sobre o assunto, já que 62% acreditam que 'não é um sucesso nem um fracasso'.
Sobre a integração dos imigrantes legais em seus países, 58% dos alemães, 56% dos franceses, 52% dos italianos e 50% dos britânicos pensam que é um fracasso.
No entanto, a maior parte dos cidadãos, com exceção dos britânicos, estima que a imigração significa 'mais uma ajuda' para seus respectivos países.
É o caso de 59% dos americanos, 54% dos franceses, 53% dos espanhóis, 51% dos italianos e 48% dos alemães. Já cerca de 54% dos britânicos acreditam que a imigração não traz benefícios ao país.
Sobre a adoção de medidas para melhorar a vida dos imigrantes, apenas os franceses (56%) mostraram-se favoráveis.
Já 69% dos britânicos, 60% dos americanos e 53% dos alemães são contra, enquanto italianos (44% a favor e 45% contra) e espanhóis (44% a favor e 40% contra) estão divididos sobre esta questão.
No que todos os seis países concordam é em que as ajudas sociais aos imigrantes só devem ser concedidas uma vez que estes obtenham a nacionalidade do país. É o que desejam 80% dos italianos, 79% dos britânicos, 78% dos americanos, 70% dos alemães, 62% dos franceses e 60% dos espanhóis.
Os europeus mostram-se mais abertos que os americanos quanto ao direito a voto para os imigrantes legais, após vários anos de moradia no país, embora as porcentagens a favor e contra estão muito igualados. No caso da Espanha, são 36% contra e 36% a favor.
Finalmente, questionados sobre se haviam convidado para jantar em suas casas uma pessoa de uma minoria étnica nos últimos 12 meses, 36% dos americanos, 25% dos britânicos, 23% dos espanhóis, 22% dos italianos e 21% dos alemães responderam afirmativamente.
