Bolívia afirma ter gás suficiente para cumprir acordo com Brasil

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Agência EFE

LA PAZ - O presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Guillermo Aruquipa, assegurou nesta sexta-feira que a Bolívia tem gás suficiente para cumprir todos os compromissos adquiridos, mas evitou falar sobre o aumento do fornecimento à cidade brasileira de Cuiabá.

- Temos compromissos com vários mercados, e todos estão sendo cumpridos até o momento - disse o titular da YPFB.

Segundo fontes oficiais não identificadas, a Bolívia não tem reservas suficientes de gás natural para aumentar o envio a Cuiabá, atualmente de 1,2 milhão de metros cúbicos diários, para 2,2 milhões.

Assim está previsto no acordo firmado, em fevereiro, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governante boliviano, Evo Morales.

Em contrapartida, o Brasil se comprometeu a aumentar o preço pago pelo gás natural recebido por Cuiabá, de US$ 1,09 para US$ 4,2 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica).

Segundo denunciou nesta sexta-feira o jornal boliviano La Razón, os acordos de exportação firmados pela Bolívia somam 45,5 milhões de metros cúbicos diários de gás, ao tempo que o próprio Aruquipa reconheceu que, atualmente, o país produz entre 40 e 42 milhões por dia.

O novo contrato de venda de gás para Cuiabá ainda não foi assinado, apesar de sua data de entrada em vigor ter sido marcada para 15 de maio.

O presidente da YPFB se negou nesta sexta a fazer comentários sobre os motivos do atraso na concretização do acordo, para não dificultar ainda mais o assunto que, segundo ele, está nas mãos do ministro de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Carlos Villegas.