Polícia chinesa desmonta rede de venda de crianças surdas-mudas
Agência EFE
CHINA - A Polícia chinesa desarticulou uma rede de tráfico de crianças surdas-mudas, envolvendo inclusive a dirigente de uma escola especializada, que vendia os alunos para serem treinados como criminosos, informou hoje o jornal Beijing Times.
A investigação começou em abril, quando desapareceram 10 alunos de 14 a 17 anos da Escola de Surdos-mudos da cidade de Liupanshui, na província de Guizhou, no sudoeste do país, segundo relatórios policiais.
Os agentes localizaram dois internautas que, sob os pseudônimos de Príncipe do Deserto e As, poderiam ter levado os jovens até a província de Henan, no centro da China. A Polícia comprovou que um deles era um ex-estudante surdo-mudo, Is Jun, que tinha abandonado a escola um ano antes.
Durante os interrogatórios, ele confessou que os estudantes tinham deixado o instituto atendendo às sugestões da subdiretora, Zhu Xiangyu, de procurar emprego em outra província. Os desaparecidos, acrescentou, estavam em Henan e na província de Jiangxi.
O segundo internauta, cujo verdadeiro nome era Luo Shuxin, foi detido no fim de abril. Ele confessou que tinha sido companheiro de escola da subdiretora, de quem recebia os estudantes. Depois, vendia os estudantes a Kong Hongjian, na província de Shanxi, no norte. O comprador pagava 4 mil iuanes (US$ 520) por cada um.
Kong foi detido pela Polícia, que localizou 12 crianças surdas-mudas que seriam vendidas a traficantes de pessoas (conhecidos na China como Cabeças de Serpente). Elas seriam treinadas para roubar e cometer outros crimes.
A subdiretora foi detida em 2 de maio, no mesmo dia em que todos os estudantes desaparecidos foram localizados e devolvidos a suas famílias.
