Novo estudo questiona circunstâncias da assassinato de Kennedy
Agência EFE
WASHINGTON - Uma nova análise de fragmentos das balas que mataram o presidente dos Estados Unidos John Kennedy, em 1963, levantou dúvidas sobre a tese de que Lee Harvey Oswald foi o único assassino.
No entanto, Cliff Spiegelman, chefe do grupo de pesquisadores da Universidade A&M do Texas, que realizou o estudo, informou nesta quinta-feira que a análise não apóia a teoria de uma conspiração reforça a idéia de que Oswald não agiu sozinho.
- Apenas descobrimos que o que antes se considerava uma prova irrefutável de que houve um só autor dos tiros não se sustenta - disse Spiegelman.
A Comissão Warren determinou, em 1964, que Oswald deu três tiros na caravana de Kennedy, numa avenida de Dallas. A conclusão foi respaldada em 1979 por um comitê da Câmara de Representantes, segundo o qual duas das balas disparadas por Oswald causaram a morte do presidente.
Um especialista disse ao comitê que os fragmentos recolhidos no local eram de duas balas disparadas pela arma de Oswald.
No entanto, o grupo liderado por Spiegelman rejeitou a afirmação. A sua análise, realizada com métodos mais modernos que os de 40 anos atrás, determinou que os fragmentos podiam ser de três ou mais balas.
Num relatório sobre o estudo publicado na revista Annals of Applied Statistics, cientistas afirmam que, se os fragmentos são de três ou mais balas, é provável que tenha havido um segundo assassino, já que a bala adicional não seria atribuível ao principal suspeito, o senhor Oswald.
No entanto, Spiegelman admite que as conclusões não são absolutas. Ele recomenda análises ainda mais rigorosas dos fragmentos das balas.
O Arquivo Nacional tem a custódia legal das balas e outras evidências utilizadas pela Comissão Warren em sua investigação do assassinato de Kennedy.
