Ministro britânico afirma que três foragidos não representam ameaça

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Agência EFE

LONDRES - O ministro do Interior britânico, John Reid, afirmou nesta quinta-feira que os três foragidos sujeitos às ordens de controle estabelecidas na lei antiterrorista não representam uma "ameaça direta' à população.

Em declaração parlamentar por escrito, Reid disse que os três supostamente pretendiam viajar ao exterior para cometer ataques terroristas e, por isso, foram submetidos às ordens de controle para impedir que deixassem o país.

Na segunda-feira, as autoridades perderam o rastro de Lamine Adam, de 26 anos, e Ibrahim Adam, de 20, de origem norte-africana. Além disso, desde terça-feira o paradeiro de um terceiro acusado, Cerie Bullivant, de 24 anos, é desconhecido.

Segundo a Scotland Yard, os dois norte-africanos são irmãos de Anthony García, de 25 anos, um dos cinco muçulmanos britânicos presos em abril por planejar atentados com fertilizantes químicos no Reino Unido, num plano vinculado à rede Al Qaeda.

Os três homens estavam sujeitos ao regime que contempla a Lei de Prevenção de Terrorismo que entrou em vigor em 2005 no Reino Unido.

O ministro afirmou que os três foram obrigados a entregar seus passaportes e apresentar-se todos os dias em uma delegacia, o que não fizeram nos últimos dias.

Reid acrescentou que os agentes policiais estão fazendo uma ampla investigação para localizá-los.

- Acredita-se que estes indivíduos queiram viajar ao exterior com propósitos vinculados ao terrorismo. Então, foram aplicadas as ordens de controle para impedir a viagem - disse o ministro, que frisou que a segurança da população é prioridade para o Governo.

Pela legislação sobre terrorismo, o Ministério do Interior pode determinar que um suspeito seja vigiado e tenha os movimentos controlados, com prisão domiciliar e dispositivos eletrônicos implantados no corpo.

No entanto, os três homens, cujas fotos foram divulgadas à imprensa, não avisaram sobre seu paradeiro às agências responsáveis por vigiar seus movimentos.

A lei antiterrorista de 2005 foi criticada por organizações de defesa dos direitos humanos por privar de um processo judicial as pessoas submetidas pelas ordens de controle.