Marinha dos EUA inicia jogos de guerra às portas do Irã

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REUTERS

MANAMA (BAHREIN) - A Marinha dos Estados Unidos começou na quinta-feira a realizar jogos de guerra às portas do Irã, afirmaram oficiais das Forças Armadas norte-americanas.

Os exercícios iniciaram-se um dia depois de uma frota de navios dos EUA ter ingressado no golfo Pérsico à luz do dia, em uma dramática demonstração de poderio militar.

Fazem parte desse grupo de embarcações dois porta-aviões movidos a energia nuclear e cuja presença na região faz aumentar as pressões sobre a República Islâmica a fim de que abra mão de seu programa atômico, algo que, segundo potências ocidentais, integra os esforços iranianos para desenvolver armas nucleares.

O Irã, que já vem sofrendo sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) por não ter suspendido o enriquecimento de urânio, diz que seu programa visa exclusivamente à produção de eletricidade.

Questionado sobre se algum dos navios norte-americanos carregava armas atômicas, um porta-voz da Marinha disse que os EUA não costumam fazer comentários sobre se suas embarcações portam ou não esse tipo de armamento.

No mesmo dia em que os navios norte-americanos ingressaram no golfo Pérsico, passando perto da costa iraniana ao atravessarem o ponto mais estreito desse golfo, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou um relatório afirmando que o Irã continuava sem acatar a exigência da comunidade internacional para que suspendesse o enriquecimento de urânio.

O relatório da agência abre as portas para a adoção de sanções mais duras contra o país islâmico.

- O Stennis está realizando operações aéreas em apoio à Operação Liberdade Iraquiana. O Nimitz vem realizando exercícios de defesa aérea. O Bonhomme Richard realiza operações de reabastecimento no mar - afirmou Denise Garcia, porta-voz da Marinha.

O USS John C. Stennis, o USS Nimitz e o USS Bonhomme Richard integram o grupo de nove embarcações que ingressaram no golfo Pérsico na quarta-feira, provocando uma alta nos preços do petróleo devido ao aumento da tensão na região produtora do combustível.