Governo da ANP pede imposição de sanções a Israel
Agência EFE
RAMALA - O Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de união nacional pediu nesta quinta-feira à comunidade internacional que adote sanções contra Israel, depois que o Exército israelense deteve na Cisjordânia 33 dirigentes do Hamas, entre eles o ministro da Educação, Nassereddin Sha'er, e três deputados.
- Pedimos à União Européia, às Nações Unidas e às organizações internacionais que imponham sanções a Israel porque viola a lei internacional, afirmou o porta-voz governamental Ghazi Hamad.
Hamad qualificou estas detenções de 'ato bárbaro e brutal', com o qual 'o Governo israelense empurra a região para uma nova onda de violência'.
O ministro de Informação da ANP, Mustafá Barghouti, considerou um "assassinato da democracia palestina' a operação desta madrugada, na qual também foram detidos os prefeitos de cinco localidades: Nablus, Kalkilia, Beita, Al-Bireh e Bidia.
O gabinete do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, advertiu em comunicado que a detenção dos membros do Hamas 'só aumentará as tensões'.
As capturas coincidem com os esforços do presidente palestino para fechar um cessar-fogo com Israel, cujo ministro da Defesa, Amir Peretz, definiu as detenções como 'uma mensagem às organizações militares' palestinas para que 'parem de disparar os foguetes Qassam contra a população civil'.
- As detenções são melhores que os disparos e que as operações por terra em Gaza, acrescentou Peretz.
Abbas analisará nesta quinta-feira a situação na Cidade de Gaza com o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, que também esteve na segunda-feira na cidade israelense de Sderot.
