Carro-bomba mata 27 em funeral no Iraque

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REUTERS

FALLUJA (IRAQUE) - Um militante suicida lançou na quinta-feira um carro-bomba contra os participantes de um cortejo fúnebre em Falluja, matando pelo menos 27 pessoas e ferindo dezenas na turbulenta província a oeste de Bagdá, segundo a polícia.

Na capital iraquiana, homens armados pararam um micro-ônibus no bairro xiita de Husseiniya e mataram a tiros todos os 11 passageiros, para em seguida colocar bombas entre os corpos, que explodiram à chegada da polícia, matando mais duas pessoas e ferindo quatro, segundo a própria polícia.

O ataque ocorre apesar da operação de segurança realizada por tropas norte-americanas e iraquianas nos últimos meses em Bagdá. O presidente dos EUA, George W. Bush, previu um verão (no Hemisfério Norte) sangrento para as tropas dos EUA e os civis iraquianos, já que os insurgentes da Al Qaeda ampliam seus ataques a fim de influenciar o debate nos EUA sobre sua estratégia para a guerra.

Líderes democratas no Congresso dos EUA, incapazes de convencer Bush a aceitar um cronograma para a retirada, pediram na quinta-feira aos parlamentares que deixem sua implicância de lado e aprovem a liberação de 120 bilhões de dólares para as operações de guerra no Iraque e Afeganistão. Os militares dos EUA confirmaram que um corpo retirado na quarta-feira do rio Eufrates ao sul de Bagdá é de um dos três soldados desaparecidos desde uma emboscada em 12 de maio. Milhares de soldados continuam vasculhando os campos da região em busca dos outros dois.

Ninguém assumiu imediatamente o atentado em Falluja, que fica 50 quilômetros a oeste de Bagdá, na turbulenta província de Anbar. Mas a polícia disse que o funeral era de um empresário local contrário à Al Qaeda, que é sunita.

O grupo trava uma campanha de explosões e disparos contra líderes tribais árabes sunitas, políticos e outros na província de Anbar que formaram uma aliança contra a Al Qaeda.

Quando o cortejo descia uma rua levando o corpo de Allawi Al Isawi, o homem-bomba entrou de carro no meio da multidão e provocou a explosão. Um médico do hospital local disse haver 27 mortos e mais de 30 feridos. Outra fonte hospitalar falou em 30 mortos. Em Washington, Bush disse esperar 'pesados combates nas semanas e meses' pela frente, com mais baixas norte-americanas e iraquianas.

Questionado em entrevista coletiva sobre quanto tempo ele poderia manter sua atual política sem um progresso significativo, Bush lembrou que o comandante dos EUA no Iraque, general David Petraeus, deve apresentar na segunda quinzena de setembro um relatório sobre os efeitos do reforço de contingente ordenado pela Casa Branca neste ano.

Muitos democratas ficaram indignados por terem de aprovar uma verba militar sem que Bush seja obrigado a demonstrar que sua estratégia está funcionando ou a retirar as tropas. Mas caso o Congresso entrasse em recesso na semana que vem sem votar o assunto, os militares poderiam ficar sem dinheiro.