Polícia iraquiana diz ter achado corpo de soldado dos EUA

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REUTERS

BAGDÁ - A polícia iraquiana disse na quarta-feira ter encontrado o corpo de um dos três soldados norte-americanos que estavam desaparecidos, enquanto outros nove foram mortos em ataques, o que já faz de maio um dos meses mais sangrentos para as forças dos EUA no país.

Um homem-bomba matou 26 pessoas num bar lotado em Mandali, cidade habitada predominantemente por curdos xiitas, cerca de 100 quilômetros a nordeste de Bagdá, segundo a polícia.

O prefeito da cidade disse que foram 11 mortos. Mandali ficava na volátil província de Diyala, uma grande área religiosamente mista, onde ocorreram alguns dos incidentes mais violentos desde a invasão norte-americana de 2003.

A polícia disse que o cadáver de um homem de aspecto ocidental, retirado na quarta-feira do rio Eufrates ao sul de Bagdá, é de um dos três soldados norte-americanos desaparecidos desde uma emboscada em 12 de maio. O cadáver estava seminu e tinha marcas de tiros e torturas, como ferimentos no torso e na cabeça raspada. Vestia calças e botas do Exército dos EUA, e tinha uma tatuagem no braço esquerdo.

Os militares norte-americanos dizem ter recebido o corpo e que estão identificando se realmente se trata de uma vítima da emboscada de 12 de maio, que matou também quatro outros soldados e um tradutor militar iraquiano.

Milhares de soldados vêm vasculhando campos aráveis no chamado "Triângulo da Morte" ao sul de Bagdá, em busca dos militares desaparecidos.

O auto-intitulado Estado Islâmico no Iraque assumiu a responsabilidade pelo ataque perto de Mahmudiya, mas não ofereceu provas de que estaria em poder dos três soldados. Militares dos EUA disseram acreditar que dois deles estão vivos.

Os militares dos EUA também relataram as mortes de nove soldados do Exército e dos Marines em cinco explosões e tiroteios diferentes na segunda e terça-feira. Já são 80 militares norte-americanos mortos desde o início de maio e 3.431 desde a invasão. O pior mês para as forças dos EUA neste ano foi o de abril, com 104 mortos.

Na noite de quarta-feira, os militares dos EUA disseram que um comboio do Departamento de Estado foi atacado na zona leste de Bagdá. Forças apoiadas por helicópteros Apache reagiram, e nenhum membro da comitiva ficou ferido.

Policiais do bairro de Sinak disseram que quatro civis foram mortos e 11 ficaram feridos no incidente.

Os EUA enviaram milhares de soldados extras para uma operação de segurança desde meados de fevereiro a Bagdá e outras áreas, na tentativa de evitar uma guerra sectária no Iraque. O tenente-coronel Christopher Garver, porta-voz militar dos EUA, disse que o aumento no número soldados mortos já era uma possibilidade esperada.

Apesar da operação de segurança, o número de homicídios em Bagdá voltou a subir - na terça e quarta-feira, 63 corpos foram achados em Bagdá e arredores.