ONU está preocupada com refugiados presos em combates no Líbano
Agência EFE
GENEBRA - A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour, expressou nesta quarta-feira sua 'grave preocupação' com a situação dos civis que estão presos em meio aos choques ocorridos no campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared, no norte do Líbano.
O Exército libanês e milicianos do grupo extremista sunita Fatah al-Islam estão há três dias se enfrentando, o que já causou pelo menos 80 mortos, segundo informações divulgadas pelas Nações Unidas.
Em declaração escrita, Arbour, que realiza uma visita de trabalho à região africana dos Grandes Lagos, ressaltou que o campo de Nahr al-Bared é 'densamente povoado' e confessou sua 'dor' pelas dezenas de civis mortos e feridos.
Arbour considerou 'inaceitável' que um comboio da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) que transportava ajuda humanitária tenha sido utilizado como escudo, em um ataque no qual morreram dois civis.
A comissária ressaltou a obrigação que todas as partes do conflito têm de agir 'com precaução e proteger os civis que não participam diretamente das hostilidades'.
Arbour lembrou que os princípios do direito internacional humanitário garantem a proteção dos trabalhadores de socorro e do pessoal médico de toda agressão, assim como seu acesso aos civis, sem restrições.
A alta comissária também condenou, 'nos termos mais enérgicos', o ataque a bomba cometido na segunda-feira em Beirute.
