Israel volta a atacar Gaza; Abbas e Haniyeh se reúnem
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GAZA - Israel voltou a atacar nesta quarta-feira alvos do Hamas na Faixa de Gaza, por terra e por ar, enquanto os dois líderes palestinos de facções rivais, o presidente Mahmoud Abbas, da Fatah, e o premiê Ismail Haniyeh, do Hamas, reuniram-se na tentativa de atenuar a tensão na região.
A Fatah, organização laica, e o Hamas, islamita, formaram um frágil governo de unidade nacional há dois meses, e Abbas foi a Gaza na tentativa de convencer combatentes do Hamas de parar com os ataques com foguetes contra o território israelense.
Mas, enquanto Abbas e Haniyeh reuniam-se num local não revelado, na faixa costeira, o braço armado do Hamas divulgou uma nota dizendo: 'Nossos ataques contra o inimigo vão continuar'.
A reunião foi a primeira desde o início da onda de violência que corre o risco de se transformar numa guerra civil. Apesar do último cessar-fogo entre Hamas e Fatah, as tensões entre os dois grupos continuam altas.
Os ataques de Israel contra o Hamas entraram em sua segunda semana.
Os bombardeios aéreos destruíram duas edificações que segundo Israel eram usadas para fabricar e armazenar munição. Os palestinos negaram que houvesse armas no local.
Fontes hospitalares disseram que sete palestinos ficaram feridos.
Numa operação incomum, forças terrestres israelenses invadiram uma pequena cidade no sul de Gaza e prenderam sete palestinos para interrogatório.
Um deles, Samer Qdaih, 17, disse que os soldados ameaçaram dizimar a região se os ataques contra cidades israelenses continuassem.
Pelo menos oito foguetes foram lançados contra o sul de Israel na quarta-feira. Na terça, tinham sido dez, segundo o Exército israelense. O braço armado do Hamas reivindicou a autoria de um dos ataques.
Na segunda-feira, um dos foguetes matou uma mulher na cidade israelense de Sderot, na primeira morte nesse tipo de ataque desde novembro. Quase 200 foguetes caíram em Israel na última semana, segundo o Exército.
Uma reunião anterior entre Abbas e Haniyeh havia sido cancelada porque Israel ameaçara atacar o premiê em retaliação aos foguetes.
