Irã exige libertação de engenheiro de origem iraniana detido nos EUA
Agência EFE
TERÃA - O Governo iraniano exigiu que os Estados Unidos 'libertem imediatamente' um engenheiro americano de origem iraniana detido em abril nos Estados Unidos por ter levado ilegalmente códigos de programas de computador ao Irã.
Segundo a agência 'Irna', o Ministério de Assuntos Exteriores enviou uma carta à embaixada suíça em Teerã, encarregada dos interesses dos EUA no país, na qual pede 'explicações em relação à detenção do engenheiro iraniano, Mohamad Alavi, em Los Angeles'.
Alavi, de 49 anos, nascido no Irã e que vive nos EUA como cidadão naturalizado desde 1976, foi detido em abril acusado de 'violação do embargo comercial que proíbe que os americanos exportem bens e serviços ao Irã', como informou na época uma porta-voz americana.
Além da entrega de códigos de computador ao Irã, Alavi copiou "detalhes das salas de controle, reatores e desenhos da maior usina nuclear' dos Estados Unidos, segundo o jornal 'The Arizona Republic'.
O Ministério de Exteriores iraniano pediu que os EUA 'respeitem suas obrigações na Convenção de Viena sobre normas consulares, de 1963, e apresente explicações sobre a situação do cidadão iraniano', acrescentou a 'Irna'.
Os EUA acusam o Irã, país com que não tem relações diplomáticas desde o início da década de 80, de tentar desenvolver um programa nuclear militar, o que Teerã rejeita e insiste em que seu plano atômico tem fins pacíficos.
