Grupos de Gaza rejeitam proposta de Abbas para parar foguetes
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GAZA - Grupos palestinos rejeitaram na quarta-feira um apelo do presidente Mahmoud Abbas para parar de disparar foguetes da Faixa de Gaza contra Israel, argumentando que antes Israel deveria suspender suas operações militares em Gaza e na Cisjordânia.
Logo depois do inconclusivo encontro, Israel bombardeou três alvos na Faixa de Gaza, segundo testemunhas. Um dos ataques incendiou um depósito de alimentos que pertence a um conhecido simpatizante da facção islâmica dominante Hamas - os militares israelenses disseram ter bombardeado um "alvo do Hamas".
O segundo ataque atingiu um escritório de câmbio vinculado ao Hamas, segundo testemunhas. O alvo do terceiro ataque não está claro, bem como a existência de vítimas nos demais.
Os confrontos marcam o fim de uma trégua que perdurava desde novembro e mostram a precariedade da situação do moderado Abbas, que divide o poder com seus rivais islâmicos do Hamas.
Abbas, que normalmente fica na Cisjordânia, viajou a Gaza para buscar uma reaproximação entre as facções e para pedir o fim dos disparos contra Israel, mas saiu frustrado.
- Não podemos nos render à chantagem com aviões em cima. Queremos uma calma abrangente, que cubra as áreas palestinas, tanto ao sul [Gaza] quanto ao norte [Cisjordânia] - disse Ibrahim Abu An-Naja, porta-voz de várias facções militantes, inclusive da ala armada do Hamas.
Israel continua realizando ataques regulares e muitas vezes mortíferos na Cisjordânia, onde a trégua não vale, e resiste a apelos para renovar o cessar-fogo em Gaza, sempre alegando agir para evitar atentados.
A chanceler Tzipi Livni disse nesta semana que o Hamas explorou períodos anteriores de calma para "fortalecer seu poderio" e contrabandear armas do Egito para Gaza.
Confiante, Abbas havia dito estar "exercendo esforços com partes árabes e internacionais para compelir Israel a suspender suas ações armadas em Gaza e na Cisjordânia, para que a calma possa ser restaurada."
Durante a quarta-feira, Israel havia destruído dois prédios que os militares disseram servir para a fabricação e guarda de armas. Sete pessoas ficaram feridas, segundo fontes hospitalares. Os palestinos negaram que houvesse armas nos prédios.
Forças terrestres fizeram uma rara e rápida incursão numa pequena aldeia palestina no sul da Faixa de Gaza, detendo sete pessoas para interrogatórios, segundo fontes militares.
Um dos palestinos, Samer Qdaih, de 17 anos, disse que os soldados ameaçaram voltar para devastar a vila se as cidades israelenses vizinhas continuarem sendo atingidas por foguetes.
Depois dos dez foguetes de terça-feira, oito caíram na quarta-feira em Israel, segundo o Exército e testemunhas palestinas. Não houve feridos. O Hamas reivindicou um dos disparos.
