Ex-chefe da espionagem na Geórgia condenado a sete anos de prisão

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Agência EFE

TBILISI - O ex-deputado e ex-chefe dos serviços de segurança da Geórgia Irakli Batiashvili foi condenado nesta quarta-feira a sete anos de prisão por 'assistência intelectual' a um motim no ano passado contra o atual presidente, Mikhail Saakashvili.

Ele foi considerado culpado, mas seus advogados anunciaram que apelarão da sentença na Corte Suprema.

Batiashvili foi dissidente na época soviética, chefe dos serviços de segurança da Geórgia desde 1992 até 1993, depois da dissolução da URSS, e entre 1999 e 2003 foi presidente do comitê parlamentar de Defesa e Segurança Nacional.

- Nos tempos da União Soviética, punia-se com sete de prisão a propaganda anti-soviética. Nossa autoridades se comportam com o mesmo cinismo dos bolcheviques, disse à agência Efe o deputado opositor Gueórgui Tsagareishvili ao comentar a sentença.

Batiashvili, dirigente do movimento 'Avante, Geórgia', de oposição, foi preso em 29 de julho de 2006.

Três dias depois, a promotoria divulgou uma gravação de conversas de Batiashvili com Emzar Kvitsiani, que liderou um fracassado motim contra Saakashvili no noroeste do país e atualmente está foragido.

Os advogados do ex-chefe dos serviços secretos georgianos asseguram que a gravação foi montada.