Israel continua bombardeando Gaza; há sete feridos
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GAZA - Israel lançou na quarta-feira mais bombardeios contra supostos militantes na Faixa de Gaza, o que feriu sete pessoas, segundo fontes hospitalares e moradores da parte norte da região litorânea.
Uma porta-voz militar israelense confirmou que um avião disparou mísseis contra um prédio que seria usado para guardar munições, e que houve explosões secundárias.
Israel disse na terça-feira que pode alvejar o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, e que uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza é possível caso não haja pressão internacional para que o grupo islâmico contenha os disparos de foguetes.
A ameaça provocou o adiamento de uma reunião entre Haniyeh e o presidente Mahmoud Abbas, que chegou a Gaza para discutir formas de manter a ordem e talvez retomar a trégua de Gaza com Israel, segundo uma fonte da facção Fatah, à qual pertence Abbas.
Fontes do Hamas disseram que havia receio de que Haniyeh fosse atingido por Israel indo ou vindo do encontro com Abbas.
O assessor de Abbas acrescentou que a reunião entre os dois deve ficar para quarta-feira, quando o presidente deve encontrar representantes de todas as facções palestinas para tentar controlar a situação.
Pelo menos 49 palestinos morreram nos combates entre Hamas e Fatah desde que os dois grupos formaram um governo de unidade nacional, em março, embora o cessar-fogo declarado no domingo pareça estar sendo mantido. A União Européia disse temer que a situação descambasse para uma guerra civil.
Uma fonte disse que Abbas possivelmente tentará convencer as facções a suspenderem os disparos de foguetes contra Israel, de modo a levar Israel a também suspender seus bombardeios, que continuavam esporadicamente na madrugada de quarta-feira (hora local; à noite no Brasil).
Os bombardeios israelenses da última semana mataram pelo menos 34 palestinos, segundo fontes médicas em Gaza. Grupos militantes disseram que 23 dos mortos eram combatentes.
Questionado sobre a presença de Haniyeh numa lista de alvos de Israel, o vice-ministro de Defesa Ephraim Sneh disse: "Vou colocar assim: não há quem esteja no círculo de comandantes e líderes da Hamas e seja imune a um ataque."
Em Gaza, Sami Abu Zuhri, funcionário do Hamas, disse que "qualquer mal ao primeiro-ministro Haniyeh ou a qualquer líder do Hamas significaria uma mudança nas regras do jogo, e a ocupação (Israel) deve estar pronta a pagar um preço inédito."
Em Washington, Tom Casey, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, pediu a Israel que pese as consequências "tanto em termos das possibilidades para a continuação do diálogo político como de outros tipos de reação que possa haver".
O ministro israelense da Defesa, Amir Peretz, reunindo-se com o chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, pediu à comunidade internacional que aja imediatamente para tentar convencer o Hamas a parar de disparar foguetes improvisados contra Israel.
Abu Zuhri disse que antes Israel deve parar de atacar os palestinos, e que outras facções também podem cogitar suspender os ataques.
O Exército israelense afirmou que cerca de 150 foguetes foram disparados de Gaza ao longo de uma semana na qual o Hamas, em confronto com a facção Fatah, de Abbas, voltou-se para ataques contra Israel, acusando o Estado judeu de ajudar seu rival.
Uma mulher foi morta na segunda-feira na cidade israelense de Sderot, a primeira vítima fatal de um foguete palestino desde novembro.
