Síria diz que militantes nos Líbano trabalham para a Al Qaeda

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REUTERS

NAÇÕES UNIDAS - O embaixador da Síria na Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta segunda-feira que militantes lutando contra tropas libanesas foram presos em Damasco há alguns anos por ligações com a rede Al Qaeda, e seriam presos novamente se retornassem.

Negando acusações de que a Síria possui ligações com o grupo Fatah al-Islam, que enfrenta o Exército libanês, o embaixador Bashar Ja'afari disse que vários membros do grupo haviam passado 'três ou quatro anos' em prisões sírias 'uns dois anos atrás' por seus laços com a Al Qaeda, e então foram libertados e saíram do país.

- Se eles vierem à Síria, serão presos - disse ele a repórteres. - Eles não estão lutando pela causa palestina. Eles estão lutando pelos interesses da Al Qaeda.

Segundo ele, os líderes do grupo eram, na maior parte, palestinos, jordanianos ou sauditas e talvez 'uns dois' fossem sírios.

Após estes líderes terem sido libertados eles começaram 'práticas terroristas' e treinaram 'novos elementos' em nome da Al Qaeda, mas deixaram a Síria antes que pudessem ser presos novamente.

Novas batalhas chegaram a um campo de refugiados no norte do Líbano nesta segunda-feira no segundo dia de conflitos entre o Exército libanês e os militantes, matando 79 pessoas.