SIP condena assassinato de jornalista no Haiti
Agência EFE
MIAMI - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou nesta segunda-feira o assassinato do jornalista Alix Joseph no Haiti e convocou as autoridades a investigarem com prontidão para levarem os culpados à Justiça.
Joseph, diretor e popular locutor da 'Radio Provinciale' em Gonaives, 110 quilômetros ao norte de Porto Príncipe, foi assassinado no dia 16 de maio.
O jornalista, de 38 anos, estava em um veículo com sua namorada quando dois sujeitos o atingiram com 11 tiros.
A mulher saiu ilesa do ataque, segundo um comunicado da SIP, com sede em Miami.
- Instamos as autoridades a investigarem de forma exaustiva e com rapidez o assassinato, para que este caso não se junte a outros crimes impunes contra jornalistas no Haiti - declarou Gonzalo Marroquín, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP e diretor do jornal guatemalteco 'Prensa Libre'.
Não se sabe qual o motivo do crime e se Joseph havia recebido ameaças de morte.
No entanto, segundo declarações do jornalista Frantz Justin Altidor, a 'Radio Provinciale' recebeu ligações com ameaças contra a posição do veículo de comunicação a favor do desarmamento de bandos locais, cujas manifestações de violência são freqüentes contra jornalistas e a população em geral.
No dia 19 de janeiro de 2007 também foi assassinado o fotógrafo independente Jean-Rémy Badio, em sua casa em Martissant, subúrbio de Porto Príncipe. O crime foi atribuído a membros de um grupo local.
