Morre bebê de 19 meses que reacendeu debate sobre eutanásia nos EUA
Agência EFE
WASHINGTON - O bebê de 19 meses Emilio Gonzales, que desde que nasceu não conseguia comer nem respirar sem ajuda e que reacendeu o debate sobre a eutanásia nos Estados Unidos, morreu no Hospital para Crianças de Austin, no Texas. A criança morreu nos braços de sua mãe e, segundo o porta-voz da família, Jerri Ward, 'Deus escolheu levar agora Emilio'.
O caso de Gonzales gerou uma batalha legal entre sua mãe, que queria que continuasse ligado aos aparelhos, e os médicos, que buscavam terminar a agonia da criança.
O assunto foi dramático porque, entre outros, um dos pontos-chave na disputa era que um gesto do bebê que ela interpretava como um sorriso, o pessoal médico considerava um trejeito de dor.
A mãe, Catarina Gonzales, iniciou uma cruzada para que não desligassem a criança do respirador artificial que a mantinha viva desde dezembro, na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital para Crianças de Austin.
Os médicos diagnosticaram em janeiro no pequeno Emilio, que nasceu cego e surdo, o mal de Leigh, uma doença degenerativa incurável que atinge o sistema nervoso.
