Israel matou 32 e deixou 106 feridos, segundo fontes palestinas
Agência EFE
GAZA - O Exército israelense matou desde a quarta-feira passada durante seus ataques aéreos 32 moradores da Faixa de Gaza - 16 milicianos e 16 civis - e feriu outros 106, muitos deles civis, informou nesta segunda-feira o Centro Palestino de Direitos Humanos (CPDH) e serviços de emergência.
Os ataques do Exército, autorizados pelo Poder Executivo, foram uma resposta ao lançamento de foguetes Qassam, em poder das facções armadas da faixa autônoma de Gaza, contra localidades do sul de Israel, especialmente Sderot.
Segundo o CPDH, as Forças Armadas de Israel 'fizeram uso de uma força excessiva sem consideração aos princípios da necessidade e a proporcionalidade, e desprezando a vida dos civis'.
Os imprecisos foguetes artesanais Qassam, com um alcance de até 10 quilômetros, não causaram vítimas fatais antes da reação israelense, mas hoje, algumas fontes, calculavam que cerca de 50% dos 23.000 habitantes da cidade de Sderot deixaram suas casas com medo de ataques.
O CPDH informa também que a aviação e a artilharia israelenses destruíram cinco instalações civis e 'diversos lugares paramilitares', aparentemente bases de treino dos milicianos, causando graves danos a dezenas de edifícios.
O Gabinete israelense de Segurança decidiu ontem intensificar os ataques contra os milicianos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e da Jihad Islâmica, responsabilizados pelo lançamento dos foguetes Qassam contra sua população civil.
