Governo dos EUA processa Nova York por discriminação
Agência EFE
WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta segunda-feira um processo contra a cidade de Nova York por suposta discriminação contra negros e hispânicos que pediram para entrar no corpo de bombeiros da cidade, informaram as autoridades.
Com esta ação judicial, o Departamento de Justiça quer que um tribunal federal ponha fim às práticas discriminatórias da cidade de Nova York e ofereça uma compensação para os supostos atingidos pela medida.
Segundo o processo que tramita em um tribunal federal em Brooklyn, dos onze mil membros do corpo de bombeiros da cidade só 3% são negros e 4,5% são hispânicos.
Esses números contrastam com as porcentagens de negros e hispânicos que formam o Departamento de Polícia de Nova York, disse o Departamento de Justiça em comunicado.
Um censo da cidade, de 1999, indicou que 13,4% dos agentes uniformizados são negros, e 17,2% são de origem hispânica.
Essas porcentagens aumentaram nos últimos oito anos, mas a agência federal não divulgou novos números.
Já o departamento de bombeiros assinala em seu relatório anual de 2006 que a porcentagem de homens e mulheres jovens que entrou em sua academia 'aumentou de forma constante, de 6,6% em 2001 para 17,4% em 2005'.
No entanto, o Governo dos EUA alega no processo que o uso particular de dois exames escritos para a seleção dos novos bombeiros viola o título VII da lei de direitos civis de 1964.
Em particular, o processo assinala que esses dois exames não ajudam a determinar se os solicitantes podem ou não exercer suas funções como bombeiros.
O título VII proíbe que as autoridades selecionem solicitantes mediante o uso de práticas que discriminem a base racial ou a origem nacional das pessoas, tal como parece ser o caso dos exames escritos.
