EXCLUSIVO - Bush vê setembro como momento importante no Iraque
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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira acreditar que setembro será um momento importante para avaliar o progresso no Iraque sob o seu tão criticado plano de expansão militar.
Bush, que rejeita cronogramas para uma retirada das tropas, como querem os democratas, está sob pressão de parlamentares do seu Partido Republicano para mostrar progressos no Iraque até setembro, sob o risco de que eles o abandonem.
O presidente espera receber a avaliação sobre o impacto da expansão militar do comandante-geral dos EUA no Iraque, general David Petraeus, na segunda quinzena de setembro.
- Verei isso como um momento importante, porque David Petraeus diz quando é que teremos uma avaliação bastante boa sobre quais foram os efeitos do aumento - disse Bush a jornalistas, quando questionado sobre se setembro seria a data do vai ou racha.
Um grupo de parlamentares republicanos esteve reservadamente na Casa Branca neste mês para expressar suas preocupações ao presidente. Bush elogiou a discussão muito franca e as esperanças deles de que tenhamos sucesso.
- Pouquíssima gente vem à Casa Branca e diz nossa, tomara que fracassemos. A maioria das pessoas dizia, bem, espero que isso funcione, e estou preocupado com a situação por lá.
O Congresso tenta aprovar até a próxima semana uma nova verba de 100 bilhões de dólares para as tropas em ação no Iraque e no Afeganistão, porque as atuais estão se esgotando.
Mas Bush e os parlamentares travam uma luta sobre eventuais condições a serem impostas ao dinheiro, como os cronogramas que os democratas desejam para encerrar a guerra de quatro anos.
Na última sexta-feira, as negociações que pareciam ir bem terminaram em troca de acusações.
- Há um caminho adiante, um compromisso a ser obtido. Minha esperança é de que o líder democrata veja isso - afirmou Bush.
Na opinião dele, os parlamentares precisam entender que um fracasso no Iraque vai fortalecer a Al Qaeda, e que a Al Qaeda é o inimigo público número 1 no Iraque e o inimigo público número 1 para a América.
De acordo com a Casa Branca, Bush telefonou nesta segunda-feira ao primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al Maliki, pedindo a ele que leve adiante a reconciliação entre as facções em conflito.
Maliki é criticado por parlamentares norte-americanos por não agir com rapidez suficiente para obter a aprovação de uma lei que estabelece a partilha dos dividendos do petróleo, junto com outras medidas destinadas a promover a reconciliação no Iraque.
Bush renovou seu apoio a Maliki no telefonema, que marcou o primeiro aniversário dele no cargo de primeiro-ministro.
- O presidente reafirmou sua confiança no primeiro-ministro e citou a coragem que ele demonstrou durante um ano desafiador e difícil - afirmou o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto.
Maliki salientou seu compromisso com a reconciliação e fez um relato das iniciativas de reconciliação destinadas a afastar os árabes sunitas da insurgência, trazendo-os para o processo político junto com a minoria curda e a maioria árabe xiita.
