Correa diz que denúncia de corrupção tenta desestabilizar Governo

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Agência EFE

EQUADOR - O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou nesta segunda-feira que a denúncia de corrupção feita com um vídeo, mostrando um suposto acordo sobre bônus de dívida com o ministro da Economia, Ricardo Patiño, é uma tentativa de desestabilizar o Governo.

Em comunicado no site oficial da Presidência, Correa afirmou que o ministro é inocente e que a realização do vídeo tinha sido ordenada por ele mesmo e Patiño, para detectar casos de corrupção e demonstrar como as pessoas estão acostumadas a manipular o mercado.

Correa afirmou que há duas semanas pediu a Patiño que afastasse um de seus assessores, Quinto Pazmiño, devido a uma série de denúncias por atos de corrupção. - Agora ele aparece com vídeos mutilados, que são apresentados sem qualquer investigação - disse o chefe de Estado na nota.

Além disso, ressaltou que Ricardo Patiño é um homem honesto, vítima de um canalha, que é o denunciante.

Correa acrescentou que sua administração é patriótica e de mãos limpas, por isso pediu ao povo que continue acreditando no Governo.

Em Assunção, Patiño disse à emissora de televisão Ecuavisa que ele mesmo autorizou a gravação em vídeo da reunião, na qual supostamente faz um acordo sobre bônus de dívida. O objetivo seria demonstrar como as empresas internacionais reúnem fortunas, como parte de uma investigação que mostraria ao país no momento oportuno.

- Esta é a única gravação que autorizei. Queria uma prova de uma proposta que foi oferecida - disse o ministro, um dos colaboradores mais próximos de Correa.

Pazmiño negou qualquer participação em atos de corrupção e prometeu adotar medidas contra as injúrias.

A emissora de televisão Teleamazonas apresentou nesta segunda-feira um vídeo que mostrava falando com credores de bônus da dívida do Equador. Ele dizia que poderia criar problemas no mercado, ao anunciar um possível atraso no pagamento.

O valor dos bônus cairia, mas depois, com o pagamento em dia, eles subiriam de preço, dando lucros a quem tivesse comprado em baixa.