Irã dá sinais conflitantes sobre redução de subsídios à gasolina
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TEERÃ - Autoridades iranianas deram neste domingo sinais conflitantes sobre se o país rico em petróleo vai manter os planos de iniciar esta semana a racionar e aumentar o preço da gasolina, que é bastante subsidiada.
O Irã, que importa 40 por cento de seu consumo de gasolina por falta de refinarias, anunciou que vai limitar a venda de combustível barato a partir de 22 de maio e que também vai aumentar o preço em 25 por cento. Os subsídios estão drenando os cofres do Estado.
Segundo o governo, o plano contribuirá para reduzir a dependência do país das caras importações, particularmente em um momento em que Teerã enfrenta mais sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) devido ao seu controverso programa atômico.
Um assessor do presidente Mahmoud Ahmadinejad, porém, deu a entender que o esquema de racionar e aumentar o preço da gasolina seria adiado, ao afirmar que o combustível continuaria a custar 800 riais (cerca de 0,09 dólar) por litro em 22 de maio.
- A data do racionamento será anunciada em breve - disse à agência de notícias Mehr o segundo responsável por comunicações e informação no gabinete do presidente, Mohammad Jafar Behdad. Acrescentou que o preço vai chegar a 1.000 riais quando o racionamento começar.
Uma fonte do governo, responsável pela distribuição dos cartões eletrônicos que os motoristas vão usar no novo sistema sugeriu anteriormente que o Irã vai, pelo menos, pôr em prática o aumento de preço conforme o planejado.
- Baseado na lei do parlamento, a partir desta terça-feira cada litro de gasolina custará 1.000 riais e será distribuído através do uso do cartão magnético de combustível - Mohammad Naseri, segundo o site do Ministério do Petróleo, Shana.
Apenas dois dias antes do programado início do plano, os iranianos ainda não sabiam no domingo quantos litros de gasolina subsidiada eles terão direito de comprar.
Naseri, porém, disse que os que não receberam ainda seus cartões eletrônicos receberiam cartões de emergência a serem distribuídos nos postos de gasolina.
O Shana disse que o governo decidiria ainda neste domingo qual seria a quantidade de gasolina racionada, mas isso não pôde ser confirmado.
Ahmadinejad, que chegou ao poder em 2005 prometendo dividir a riqueza do petróleo iraniano com maior justiça, sugeriu anteriormente que poderia haver atrasos, como também fizeram outras autoridades.
A ONU impôs sanções contra o Irã pela recusa em cortar suas obras nucleares. Os Estados Unidos disseram que a dependência do Irã em relação à importação de combustível dá 'poder de alavancagem' a Washington.
