Coalizão pede que Governo iraquiano pare 'ações bárbaras'

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Agência EFE

IRAQUE - A Conferência do Povo do Iraque (TPI), coalizão política árabe sunita, pediu neste domingo que o Governo iraquiano coloque fim ao que qualificou de 'ações bárbaras contra os sunitas'.

- As ações bárbaras que são cometidas no âmbito do plano de segurança para Bagdá contra as áreas de maioria sunita são semelhantes às cometidas pelas milícias e pelos esquadrões da morte, afirma a TPI em comunicado.

A coalizão política pediu ao primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e aos responsáveis de segurança que estejam 'à altura de sua responsabilidade'.

Partidos políticos e organizações sunitas acusaram as milícias várias vezes de assassinar milhares de sunitas através de esquadrões da morte.

- As operações militares lançadas pelas tropas governamentais no bairro de Al-Adel e em outros bairros sunitas de Bagdá são apenas uma continuação do que é feito pelas milícias, afirmou a TPI.

Nesse sentido, a coalizão sunita considerou que o plano de segurança e as ações de milicianos têm o objetivo de 'esvaziar Bagdá da população sunita', em uma política que 'arrastará o país a uma guerra civil'.

A TPI, liderada por Adnan Dulaimi, faz parte da Frente do Consenso do Iraque, aliança de grupos políticos sunitas que tem 44 das 275 cadeiras do Parlamento iraquiano.

Dezenas de famílias sunitas abandonaram suas casas durante este mês no bairro de Al-Adel após ameaças de morte por parte das milícias xiitas, que também incendiaram casas e atacaram algumas mesquitas.

A violência entre sunitas e xiitas começou em fevereiro do ano passado, depois que um suposto grupo radical islâmico sunita explodiu a cúpula de um importante santuário xiita em Samarra, ao norte da capital iraquiana.