Abdallah diz que uso da força contra Irã "agravará" instabilidade
Agência EFE
JORDNIA - O rei Abdullah II da Jordânia rejeitou neste domingo o uso da força contra o Irã, e advertiu que essa medida "agravaria a instabilidade" no Oriente Médio, segundo um comunicado oficial.
O monarca fez estas declarações durante sua reunião com o ministro de Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, que assiste à cúpula dos países de renda média do G-11, realizado na localidade de Suha, junto ao Mar Morto.
O rei manifestou a "preocupação da Jordânia sobre as repercussões da crise por causa do programa (nuclear) iraniano, assim como sua rejeição à utilização da força para resolver este problema", acrescenta a nota da Casa Real.
- Qualquer ameaça com o uso da violência só servirá para agravar a instabilidade no Oriente Médio, acrescentou o líder.
As palavras do monarca foram interpretadas como uma resposta ao vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, que visitou a Jordânia no início do mês.
Cheney esteve há uma semana no Oriente Médio com o objetivo confesso de obter o apoio dos aliados dos EUA na região para o processo de reconciliação nacional no Iraque, mas alguns analistas indicam que o fim último era garantir apoio diante de um eventual ataque militar contra os centros nucleares do Irã.
