Kouchner diz que não abandonará suas convicções por estar no Governo
Agência EFE
PARIS - O novo ministro de Exteriores francês, o socialista Bernard Kouchner, diz que não renunciará a suas convicções mesmo estando no Gabinete do direitista Nicolas Sarkozy, e justifica seu cargo em que 'a política externa não é de direita nem de esquerda'.
Em artigo publicado neste sábado pelo jornal 'Le Monde', Kouchner responde as críticas por ter aceitado o cargo de titular de Exteriores, que significou sua exclusão do Partido Socialista.
Kouchner afirma 'não renegar' seus 'compromissos socialistas', embora tenha aceitado trabalhar com pessoas 'que não pensam' como ele 'sobre diversos assuntos', e acrescenta que continuará sua luta a favor da social-democracia.
O novo ministro se define como 'um homem livre, militante de uma esquerda aberta, audaz e moderna', deixa claro que não virou "sarkozysta' e que muitas de suas convicções não são as do novo presidente da França.
Reconhece que vários amigos e correligionários o reprovam por ter aceitado a pasta de Exteriores, mas pede que lhe dêem 'crédito' e que o julguem pelos resultados de sua gestão.
Uma pesquisa da CSA-Cisco publicado neste sábado pelo jornal 'Le Parisien' indica que dois terços dos entrevistados apóiam a decisão de Kouchner de aceitar ser ministro de Exteriores no Governo de Sarkozy, que também incorporou a sua equipe outros políticos procedentes do centro e da esquerda.
