Pré-candidatos presidenciais republicanos buscam voto conservador

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Agência EFE

NOVA YORK - Em busca do voto dos setores conservadores, 10 pré-candidatos republicanos à Presidência dos Estados Unidos defenderam nesta quarta-feira suas posições sobre o aborto, o controle de armas e a redução dos impostos.

Nove deles manifestaram seu apoio à Guerra do Iraque e sua rejeição a uma retirada militar, como pedem os democratas.

No segundo debate da campanha, os 10 aspirantes à Casa Branca se reuniram num salão da Universidade de Colúmbia, na Carolina do Sul.

Eles debateram temas como a reforma migratória, o atendimento médico, a pesquisa das células-tronco embrionárias e o comércio.

Um dos 10 será o candidato que enfrentará o representante do Partido Democrata em novembro de 2008.

Em geral, os conservadores americanos são contra o aborto, legalizado pela Corte Suprema dos EUA em 1973. A decisão causou um profundo cisma político, que ainda se mantém.

No entanto, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, se distanciou do grupo ao afirmar que acredita no direito de escolha da mulher, mas também que é preciso buscar formas de reduzir os abortos.

Giuliani, o senador John McCain e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney são considerados os três mais sérios pré-candidatos republicanos.

Sobre o Iraque, McCain disse que a única opção dos EUA é vencer o conflito no país porque. - O terrorismo nos seguirá até nossa casa se houver uma retirada - previu.

- Para isso temos que nos unir. O que estamos fazendo ali é crucial para a estabilidade na região - acrescentou Romney.

Ele criticou um projeto de lei promovido por McCain, que oferece a muitos imigrantes a possibilidade de regularizar a sua situação no país. O ex-governador disse que a proposta equivale a uma anistia e considerou injusto dar vantagens a quem entrou ilegalmente nos EUA.

Giuliani criticou os projetos democratas de estabelecer prazos para uma retirada do Iraque, que chamou de "irresponsáveis".

- Estamos enfrentando um inimigo que está obstinado na guerra. Não podemos mostrar fraqueza - afirmou.

A única voz dissidente no apoio à estratégia para o Iraque seguida pelo presidente George W. Bush foi a do legislador Ron Paul, do Texas. Ele opinou que com a guerra foram traídos os princípios de não-intervenção defendidos pelo Partido Republicano.

- O partido perdeu seu rumo. Somos contrários à guerra.

Proclamamos a não-intervenção. Não devíamos ter sido tão descuidados", afirmou.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro debate, um mês atrás, alguns pré-candidatos criticaram as posições de Romney, McCain e Giuliani, líderes das enquetes. Tom Tancredo, legislador do Colorado e defensor de medidas duras contra a imigração ilegal, disse que os três eram "suaves" no apoio a "anistias".

Além disso, acrescentou, também modificaram suas posições numa série de temas importantes, como o aborto, de acordo com as necessidades políticas.

Também participaram do debate o senador Sam Brownback (Kansas), os ex-governadores Mike Huckabee (Arkansas), Tommy Thompson (Wisconsin) e Jim Gilmore (Virginia), e o legislador Duncan Hunter (Califórnia).