Cuva cancela atos dos 40 anos da reunificação de Jerusalém
Agência EFE
JERUSALÉM - A chuva levou as autoridades israelenses a cancelarem, nesta quarta-feira, os principais atos de comemoração do 40º aniversário da 'reunificação' de Jerusalém, a anexação dos bairros árabes do leste da cidade ao território do país.
Um dos atos centrais aconteceria à tarde na Colina da Munição, símbolo das grandes batalhas da Guerra dos Seis Dias, de 1967, e local onde as tropas israelenses começaram a tomar da Jordânia a parte leste da cidade.
A comunidade internacional considera que a anexação da parte leste da cidade, oficializada por uma lei de 1980, foi um ato unilateral e ilegal.
Os palestinos moderados reivindicam sua soberania sobre região leste da cidade santa para judeus, cristãos e muçulmanos, e querem estabelecer nela a capital de seu futuro Estado.
Os grupos palestinos mais radicais não admitem sequer a possibilidade de um Estado judeu no Oriente Médio.
Jerusalém ficou dividida após o conflito de 1948-9, que os israelenses chamam de 'Guerra de Independência' e os palestinos de "Nakba' (catástrofe).
Na ocasião, a parte ocidental da cidade ficou com Israel e a oriental, com a Jordânia.
Até hoje, a esmagadora maioria da população de Jerusalém Oriental é árabe.
Entre 1948-9 e a Guerra dos Seis Dias (1967), os judeus, que viveram durante séculos na Cidade Santa, não puderem voltar à parte amuralhada dela, onde ficam lugares santos para as três grandes religiões monoteístas.
Trata-se do Santo Sepulcro (para os cristãos), do Muro das Lamentações (para os judeus) e, junto a este, da Esplanada das Mesquitas (nome muçulmano) ou Monte do Templo (nome hebreu).
