Anistia Internacional pede que UE fale de direitos humanos com Putin

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Agência EFE

VIENA - A organização Anistia Internacional (AI) pediu nesta terça-feira em Viena às máximas autoridades da União Européia (UE) e à Áustria que discutam com o presidente russo, Vladimir Putin, a situação dos direitos humanos em seu país.

Diante dos encontros que o chefe do Kremlin terá com a UE - em 18 de maio, em Samara (Rússia) - e com as autoridades de Viena - em 23 e 24 de maio na capital austríaca -, a AI denunciou em entrevista coletiva as supostas graves violações dos direitos humanos na Rússia.

O secretário-geral da Anistia Internacional na Áustria, Heinz Patzelt, pediu ao chefe do Governo austríaco, Alfred Gusenbauer, que insista nos direitos e na liberdade de imprensa.

Segundo Patzelt, há três 'setores' onde são cometidos as piores violações dos direitos fundamentais: a guerra da Chechênia, os crimes motivados pelo racismo e a violência contra as mulheres.

Ele afirmou ainda que, se estes problemas, assim como a falta de liberdade para a imprensa, não forem colocados sobre a mesa nas conversas em nível internacional, os culpados se sentirão confirmados e reforçados em suas intenções.

A AI espera também que a atual presidente do Conselho Europeu e chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, conversem em termos claros no encontro com Putin da próxima sexta-feira.

Segundo a AI, Putin tem o poder de colocar fim aos abusos e permitir a liberdade de imprensa na Rússia, onde atualmente só dois jornais, com cerca de 300.000 leitores, podem informar livremente, enquanto 190 milhões de cidadãos russos recebem apenas informações censuradas.