China agradece a UE por anulação de visita do Dalai Lama à Bélgica
Agência EFE
PEQUIM - O Governo chinês agradeceu nesta quinta-feira a União Européia por seu apoio à 'política de uma só China' após a anulação da visita do Dalai Lama à Bélgica e aproveitou para atacar mais uma vez o líder espiritual tibetano no exílio, acusado de 'disfarçar de religião suas atividades separatistas'.
- O Governo da Bélgica se mantém firme na política de 'uma só China', algo que apreciamos, afirmou nesta quinta-feira a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês Jiang Yu, referindo-se à anulação da visita do Dalai Lama.
As autoridades belgas informaram o Dalai Lama sobre as objeções da China a sua visita. Diante desta situação, o prêmio Nobel da Paz 1989 decidiu anular a viagem.
- As ações e palavras do Dalai Lama provam que não é uma simples figura religiosa, mas um exilado político envolvido há muito tempo com atividades separatistas disfarçadas de religião, assegurou nesta quinta-feira a porta-voz.
Jiang acrescentou que suas viagens não são 'de caráter religioso nem pessoal', já que nelas o Dalai Lama defende a independência do Tibete, por isso a China é 'firmemente contra estas visitas'.
O líder espiritual e político tibetano assistiria de 11 a 14 de maio à 5ª Conferência Internacional de Grupos de Apoio ao Tibete, organizada pelo Governo tibetano no exílio, o grupo interparlamentar belga para o Tibete e o Instituto Friedrich Naumann.
Segundo os analistas, a viagem do Dalai Lama poderia prejudicar a visita que o príncipe Philippe da Bélgica pretende realizar à China entre os dias 16 e 26 de junho, à frente de uma missão comercial.
As tropas do Exército de Libertação Popular chinês ocuparam o Tibete em 1951, e, segundo Pequim, o regime comunista levou a região a um progresso sem precedentes e a tirou de um regime 'feudal e escravista'.
O Dalai Lama fugiu do Tibete para a Índia após a repressão da sublevação independentista de 10 de março de 1959 e vive no exílio desde então.
