Novo presidente da França promete negociar reformas
REUTERS
PARIS - Nicolas Sarkozy, presidente eleito da França, pretende discutir suas planejadas reformas trabalhista e sociais com os influentes sindicatos franceses e não tentará 'enfiar goela abaixo' as mudanças, disse nesta terça-feira um importante assessor dele. Sarkozy, um político direitista, deve nomear o conservador moderado François Fillon como primeiro-ministro ao tomar posse, em 16 de maio, com a promessa de dinamizar a economia francesa e aumentar a oferta de empregos e o crescimento.
O presidente eleito estava, nesta terça-feira, em um iate de luxo perto de uma ilha do Mediterrâneo junto com sua família, aproveitando o curto período de folga para recarregar as baterias enquanto pensa sobre a composição de seu governo e a estratégia a ser adotada para as eleições parlamentares de junho.
Sarkozy precisa de uma maioria consistente na Assembléia Nacional para aprovar cortes no orçamento de 15 bilhões de euros (US$ 20,4 bilhões), conseguir limitar as greves realizadas pelo setor público e ver a adoção de penas mais duras contra os criminosos.
O presidente do sindicato Force Ouvrière avisou na segunda-feira que qualquer tentativa de impor reformas sem consultar as organizações trabalhistas poderia se transformar em um tiro saindo pela culatra.
Mas o chefe de gabinete da campanha de Sarkozy, Claude Guéant, tentou minimizar o perigo de haver conflitos. - Nicolas Sarkozy não tem a intenção de enfiar nada goela abaixo de ninguém - afirmou Guéant, que deve ter um papel importante dentro do governo do novo presidente.
Sarkozy venceu o segundo turno da eleição presidencial, no domingo, conquistando 53% dos votos e derrotando a socialista Ségolène Royal.
