Milícia nigeriana liberta funcionários de construtora sul-coreana
Agência EFE
LAGOS - Funcionários da construtora sul-coreana "Daewoo Engineering and Construction' que foram seqüestrados na semana passada por um grupo armado não identificado no sul da Nigéria foram libertados nesta terça-feira, informou a imprensa local.
Os três sul-coreanos e os oito filipinos foram capturados no dia 3 de maio junto com um nigeriano quando um grupo armado atacou um canteiro de obras de Afam, localidade próxima a Port Harcourt, capital do estado de Rivers - um dos principais centros da indústria petrolífera nigeriana.
No local há 200 funcionários sul-coreanos e filipinos trabalhando na construção de uma usina de produção elétrica.
Funcionários da empresa disseram que no dia do seqüestro um grupo de milicianos atacou a fábrica em construção e abriu figo contra seguranças, ataque que deixou mortos e feridos.
O Governo sul-coreano criou imediatamente um comitê para conseguir libertar os reféns, mas, até agora, ainda não foi revelado se houve pagamento de um resgate.
Em janeiro de 2007, nove trabalhadores sul-coreanos da mesma companhia foram seqüestrados no sul da Nigéria por outro grupo armado, mas acabaram libertados após passarem três dias presos.
Além disso, em junho de 2006 o Movimento pela Emancipação do Delta do Níger (Mend), principal organização do sul da Nigéria que luta pela autonomia da região, seqüestrou cinco trabalhadores sul-coreanos da Daewoo e da Korea Gas, que acabaram sendo libertados 40 horas depois.
O Mend mantém seqüestrados desde o último dia primeiro quatro italianos, um americano e um croata, todos funcionários da filial nigeriana da multinacional americana Chevron.
Naquela ocasião o grupo afirmou ter capturado os seis homens como uma demonstração de que não apóia o presidente eleito em abril, Umar Moussa Yar'Adua.
Nos últimos meses, quase cem operários e técnicos de empresas petrolíferas, a maioria deles estrangeiros, foram seqüestrados por grupos de milicianos, mas todos foram libertados poucos dias após as companhias pagarem resgates aos seqüestradores.
A Nigéria é o maior produtor de petróleo da África e o sexto dentro da Opep, com uma média de extração de 2,6 milhões de barris por dia.
No entanto, os freqüentes seqüestros de trabalhadores e os ataques contra as instalações petrolíferas reduziram a produção em 25%.
