Seminário pede investigação de violência contra jornalistas
Agência EFE
BOGOTÁ - Cerca de 150 jornalistas reunidos na cidade colombiana de Medellín exigiram hoje que todos os Estados trabalhem para 'garantir a segurança' e 'investigar todos os atos de violência' contra profissionais da imprensa.
A reivindicação é o ponto central da 'Declaração de Medellín'. O documento foi concluído após dois dias de debates no seminário "Liberdade de imprensa, Segurança e Impunidade', convocado pela Unesco e pela Fundação Guillermo Calo, comemorando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Os participantes mostraram 'preocupação com os ataques à liberdade de expressão, incluindo assassinatos, ataques deliberados, seqüestros, coação e intimidação'. Também criticaram 'detenções ilegais de jornalistas, profissionais de imprensa e pessoal associado, por suas atividades profissionais'.
A declaração recomenda aos Estados-membros, no caso dos ataques contra a liberdade de expressão, 'a investigação dos atos de violência', especialmente 'quando suas forças de segurança ou militares estejam envolvidas'.
Os conferencistas e jornalistas recomendaram a instituições internacionais de cooperação e apoio econômico 'que exijam dos países receptores de ajuda o respeito à liberdade de expressão e à proteção efetiva da liberdade de imprensa'.
Além disso, defenderam a suspensão da cooperação internacional "quando um Estado não cumprir a sua obrigação de investigar e punir assassinos de jornalistas'.
A declaração pede à Unesco 'a atuação em favor de medidas que possam melhorar a aplicação de regras e princípios de caráter humanitário para proteger jornalistas em situações de conflito armado'.
Em outubro o documento final será apresentado à Conferência Geral da Unesco, para sua aprovação final.
Participaram do seminário, entre outros, o diretor da Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), Aidan White, e o relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, Ignacio Álvarez.
Além disso, estiveram presentes o diretor-executivo do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), Joel Simon, e o presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Rafael Molina.
Na quinta-feira o diretor-geral da Unesco, o japonês Koichiro Matsuura, entregou o Prêmio da Liberdade de Imprensa 2007 a um filho da jornalista russa assassinada Anna Politkovskaya.
