Quarteto de Madri e árabes realizam reunião sobre iniciativa de paz

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Agência EFE

EGITO - O Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia) terá nesta sexta-feira uma reunião com vários países árabes para estudar como colocar em prática a iniciativa de paz aprovada na última cúpula da Liga Árabe, em Riad.

O alto representante para Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, disse que a reunião será 'informal' e, por isso, não deve haver decisões de particular relevância.

- Não espero decisões dramáticas, mas será a primeira possibilidade de um diálogo estruturado que nos permita começar a trabalhar juntos no processo de paz - disse Solana, após reunir-se com o ministro de Exteriores saudita, Saud al-Faisal.

Os países árabes que se reunirão nesta sexta com o Quarteto são Egito, Jordânia, Arábia Saudita e Síria, membros da comissão da Liga Árabe para apresentar a iniciativa internacionalmente.

Este plano propõe o reconhecimento de Israel por parte de todos os países da Liga Árabe, em troca que o Estado judeu saia dos territórios ocupados na guerra de 1967 (Cisjordânia, Gaza e Colinas do Golã) e readmita os refugiados palestinos.

A iniciativa data de 2002, mas foi reafirmada na última cúpula da Liga Árabe ocorrida em março. Nesta ocasião, tanto EUA quanto Israel parecem dispostos a aceitar pelo menos parte da iniciativa, mas colocam grandes objeções ao assunto dos refugiados.

Solana reconheceu a importância de que a Síria esteja presente na reunião de hoje com o Quarteto, que será uma nova ocasião para que o ministro de Exteriores sírio, Walid al-Mouallem, encontre a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, com a qual teve uma longa reunião nesta quinta-feira.

A Síria é acusada pelos EUA não só de interferência na política do Iraque, mas também de prejudicar a estabilidade nos territórios palestinos com seu apoio aos grupos mais radicais e contrários ao processo de paz.

Segundo fontes da delegação de Solana, a reunião informal foi solicitada pelos países árabes, aproveitando a presença de vários responsáveis internacionais em Sharm el-Sheikh.

As mesmas fontes disseram que os árabes e os europeus coincidem na necessidade de que, além do caso palestino, também seja abordada disputa entre Síria e Israel. No entanto, neste aspecto, os americanos podem não estar de acordo.