Dirigente da ONU protesta contra captura de jornalista em Gaza
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NAÇÕES UNIDAS - Pedindo a libertação de um correspondente da BBC retido em Gaza, a subsecretária-geral da ONU disse na quinta-feira em uma manifestação em frente à sede das Nações Unidas que o cativeiro dele não contribui com causa alguma.
Entre painéis e almoços para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, houve também uma manifestação organizada pela British Broadcast Corporation ao ar livre, com a presença de dezenas de jornalistas e funcionários da ONU exigindo a liberdade para Alan Johnston, sequestrado na Faixa de Gaza há 52 dias.
- Nenhuma causa é servida pelo cativeiro de Alan, e qualquer causa é prejudicada pelo cativeiro de Alan - disse a tanzaniana Rose-Ashe Migiro, subsecretária-geral, representando o secretário-geral, Ban Ki-moon, que está em Sharm El Sheikh, no Egito, participando de uma conferência sobre o Iraque.
Não se tem noticias de Johnston, 44, o único correspondente estrangeiro baseado em tempo integral em Gaza, desde que seu carro foi encontrado abandonado, em 12 de março. O governo palestino conversou na segunda-feira com seus sequestradores, mas rejeitou exigências de pagamento de resgate.
A rede norte-americana ABC veio em peso, inclusive o ex-âncora Bob Woodruff, que quase foi morto por uma bomba no Iraque. Martin Bashir, co-âncora de "Nightline", disse à reunião que "a única preocupação (de Johnston) foi dizer a verdade e fazê-lo com humanidade e compaixão".
