Ministro da Defesa israelense pode renunciar nas próximas horas

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Agência EFE

JERUSALÉM - O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, está considerando a possibilidade de renunciar nas próximas horas, revelaram à imprensa local pessoas próximas a ele, que preferiram manter o anonimato.

Peretz está submetido a enormes pressões após o relatório preliminar da Comissão Winograd, apresentado na segunda-feira, que o responsabiliza pelos fracassos na condução do conflito no Líbano, em 2006.

- O ministro da Defesa no período investigado não pediu nem examinou os planos do Exército, não verificou a preparação (das Forças Armadas) nem os planos apresentados pelo Exército, nos quais se fixaram os objetivos do conflito - disse o presidente da comissão, o juiz Eliahu Winograd.

Fontes próximas a Peretz citadas pelo jornal 'Ha'aretz' afirmaram que o ministro poderá apresentar a renúncia nas próximas horas.

Segundo analistas políticos, a decisão contribuiria para concentrar todas as críticas sobre o primeiro-ministro, Ehud Olmert, na manifestação prevista para quinta-feira em Tel Aviv.

De acordo com a edição eletrônica do jornal 'Yedioth Ahronoth', Peretz deve se reunir com pessoas próximas para analisar a situação e estudar a possibilidade da renúncia, que, segundo a rádio israelense, será feita ainda hoje.

Os meios de comunicação informam que a maior parte dos deputados do Partido Trabalhista, presidido por Peretz, aconselhou que renuncie, e poucos recomendaram que adie a decisão.

O Ministério da Defesa, enquanto isso, se recusa a se pronunciar sobre o assunto.

A Comissão Winograd ressaltou nas conclusões preliminares que Peretz não contava com a experiência necessária para ser o ministro da Defesa.

- Minha falta de experiência é um fato. Assumi o cargo com os conhecimentos mínimos sobre segurança, mas vejo isto como uma vantagem e não um inconveniente. Quem chega (à pasta da Defesa) com um grande conhecimento acaba em meio a uma concepção, faz parte do sistema e não apresenta alternativas - comentou Peretz.