Trabalhadores do Sudeste Asiático pedem melhoras trabalhistas
Agência EFE
BANGCOC - Os trabalhadores do Sudeste Asiático lembraram nesta trça-feira o Dia do Trabalho com manifestações, mais simbólicas que numerosas, para pedir melhoras trabalhistas, enquanto os Governos destacaram as conquistas econômicas.
Cerca de mil pessoas dos sindicatos das empresas públicas se manifestaram contra o Parlamento em Bangcoc e entregaram uma carta ao presidente do comitê que redige uma nova Constituição, Prasong Soonsiri, na qual exigiram melhores leis trabalhistas, segundo a versão digital do jornal 'The Bangcoc Post'.
Os militares tomaram o poder na Tailândia em 19 de setembro de 2006 através de um golpe de Estado.
As reações dos trabalhadores em Manila e outras cidades das Filipinas contrastaram com as declarações da presidente do país, Gloria Macapagal Arroyo, sobre os benefícios obtidos pela classe operária durante seu mandato.
A governante filipina, que prometeu mais vantagens caso a população vote em seus candidatos ao Senado nas eleições de 14 de maio, destacou também os cinco milhões de postos de trabalho criados desde que começou a governar, em 2001.
O grupo social Kalipunan ng Samahang Maralita sa Pilipinas (KaSaMa-Pilipinas), uma das organizações que lembraram o Dia do Trabalho no país, criticou o Governo por ter sido incapaz de aliviar a pobreza.
- Passaram seis anos desde que marchamos para fazer ouvir nossas vozes e continuamos invisíveis. Só um contado número de famílias em nosso país torna-se mais rica, enquanto a qualidade de vida da maioria dos filipinos piora, denunciou o porta-voz do KaSaMa-Pilipinas, Nick Salameda, segundo a televisão 'ABS-CBN'.
A mensagem do primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, teve o mesmo tom vitorioso da realizada nas Filipinas e destacou para os trabalhadores o crescimento econômico dos últimos três anos e os 176 mil postos de trabalho criados em 2006.
O índice de desemprego na cidade-Estado subiu para 2,9% em março, contra os 2,6% registrados em dezembro.
As manifestações em Cingapura passam por um estrito controle que impossibilita grandes manifestações.
Na Malásia, o presidente do Congresso dos Sindicatos dos Trabalhadores Públicos e Civis, Omar Osman, disse desejar que o Governo anuncie hoje uma revisão salarial após um lapso de quinze anos, segundo a edição digital do jornal 'The Star'.
No entanto, o primeiro-ministro do país, Abdullah Ahmad Badawi, não fez promessas e pediu ao empresariado e aos sindicatos uma maior cooperação, porque 'a aspiração de ser uma nação desenvolvida precisa do compromisso de cada camada da sociedade, incluindo os trabalhadores'.
As autoridades da Malásia, onde a mesma aliança de partidos governa ininterruptamente desde 1965, mantêm um rigoroso controle das associações públicas.
A Indonésia, ao contrário dos países vizinhos, não considera o Dia do Trabalho como um dia festivo. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas de Jacarta e em outras cidades do país.
Não há informações sobre incidentes violentos por causa do Dia do Trabalho no Sudeste Asiático.
