Soldado britânico é condenado a prisão por maltratar civis iraquianos

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Agência EFE

LONDRES - Um soldado britânico foi expulso hoje do Exército do Reino Unido e condenado a um ano de prisão por maus-tratos a civis iraquianos que estavam sob sua custódia no Iraque em 2003.

O cabo Donald Payne, de 36 anos, já se declarou culpado de uma acusação de tratamento desumano em setembro, apesar de a sentença ter sido anunciada hoje por um tribunal militar de Wiltshire (sul da Inglaterra).

A sentença também inclui um pagamento de 300.000 libras (US$ 600 mil) para Payne em conceito de futuras receitas e pensões.

O condenado se tornou assim o primeiro militar britânico a ser processado por crimes de guerra em aplicação da Lei do Tribunal Penal Internacional de 2001.

Durante o julgamento, que começou em setembro de 2006 e acabou em março, outros seis soldados foram absolvidos do suposto abuso de civis em Basra (sul do Iraque), onde se concentram as tropas britânicas.

Entre estes civis estava Baha Mousa, um recepcionista de hotel de 26 anos cujo corpo apresentava 93 ferimentos.

Os suspeitos foram detidos no dia 14 de setembro de 2003 no hotel Haitham, após as tropas britânicas descobrirem armas e material explosivo em uma batida contra insurgentes.

A acusação argumentou que os militares mantinham suspeitos detidos com as cabeças encapuzadas e algemados, e que os impediam de dormir e que os agrediam quando não cumpriam suas ordens de permanecerem em certas posições durante períodos de até 36 horas.

O julgamento, que durou seis meses, custou cerca de ¬ 30 milhões (US$ 40 milhões) do erário, informaram fontes do Exército britânico.