Missão da ONU no Kosovo visita aldeias sérvias e albanesas

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Agência EFE

KOSOVO - A delegação do Conselho de Segurança da ONU deve visitar neste sábado, no segundo e último dia de sua missão no Kosovo, várias aldeias de população sérvia e albanesa, que sofreram danos durante a guerra e nas ondas de violência posteriores.

Os 15 enviados da ONU vão a Orahovac, um enclave do centro do Kosovo habitado por sérvios, que denunciam abusos contra seus direitos. Depois, visitarão a aldeia albanesa de Ma Krusha, onde durante a guerra, em 1999, as forças sérvias assassinaram cerca de 100 albaneses.

Depois de ver o povoado sérvio de Brestovik, o grupo vai retornar a Pristina, onde à tarde haverá uma entrevista coletiva. Em seguida a missão embarca rumo a Viena, para uma reunião com o mediador internacional para o Kosovo, Martti Ahtisaari.

Na última sexta-feira à noite, a missão da ONU visitou a cidade de Mitrovica, onde se reuniu com representantes dos sérvios. Eles disseram que "viver no Kosovo é como estar numa reserva de índios", e criticaram a posposta de independência da província, defendida pelos majoritários albaneses.

A missão da ONU recebeu uma lista de pedidos de garantias de um retorno seguro, organizado e sustentável dos mais de 200 mil sérvios que abandonaram o Kosovo nos últimos oito anos, fugindo do assédio albanês.

A delegação visitou depois a aldeia sérvia de Svinjare, que sofreu graves danos durante a onda de violência de albaneses contra sérvios em março de 2004, a pior desde a guerra.

O objetivo da equipe é verificar o cumprimento no Kosovo dos padrões democráticos, antes de um debate sobre o futuro estatuto da província.

O Conselho de Segurança debaterá o plano de Ahtisaari, que propõe para o Kosovo uma independência sob supervisão internacional.