Undef acredita que Cuba terá democratização após morte de Fidel
Agência EFE
BUDAPESTE - O diretor do Fundo para a Democracia das Nações Unidas (Undef, sigla em inglês), Magdy Martínez-Soliman, espera que Cuba inicie um processo de democratização após a morte do presidente Fidel Castro.
Martínez-Soliman considera, no entanto, que são os cubanos que deverão decidir sobre seu futuro, e que 'a pressão externa' não ajudará.
- Em geral acredito que o futuro das sociedades são os sistemas multipartidários, disse Martínez à agência 'MTI' em Budapeste, onde, na noite de segunda-feira, assinou com István Gyarmati, diretor do Centro Internacional para a Transição Democrática (ICDT, sigla em inglês), um acordo de cooperação para apoiar a democratização no mundo.
O acordo prevê a criação de um marco geral para apoiar as tendências democratizantes em todo o planeta, segundo o Ministério de Exteriores húngaro.
O Undef conta com a colaboração do ICDT no trabalho posterior a conflitos, enquanto o instituto recebe o apoio do órgão das Nações Unidas para seus projetos relacionados a grupos minoritários e seus direitos em Mali, Marrocos e Mongólia.
O Undef foi fundado em 2005 pelo então secretário-geral da ONU, Koffi Annan, com o objetivo de promover a democracia em todo o mundo.
No mesmo ano, o ICDT começou a atuar com a meta principal de aproveitar a experiência dos países da Europa Central e do Leste Europeu para ajudar outros Estados na transição política.
