Haniyeh vai tomar 'decisão ' se boicote não for suspenso em 2 meses

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Agência EFE

GAZA - O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, advertiu nesta terça-feira que seu Governo tomará uma "decisão nacional' se a comunidade internacional não levantar o boicote contra seu Executivo nos próximos dois meses. Em declarações a meios de comunicação na Cidade de Gaza, Haniyeh evitou esclarecer que tipo de medidas se referia, mas disse que estariam baseadas em 'um consenso nacional palestino'.

- O povo palestino chegou a um alto nível de sofrimento por causa das ações da ocupação israelense e do brutal cerco internacional - adotado com a chegada ao poder do movimento islamita Hamas há mais de um ano, declarou depois de se reunir com o ministro da Agricultura, Mohammed al-Agha.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, está em viagem pela Europa para tentar conseguir o fim do embargo, que afundou na pobreza amplas camadas da população palestina e privou dezenas de milhares de funcionários de seus salários. O porta-voz do movimento Fatah, Jamal Nazzal, assegurou que Abbas já conseguiu nesta viagem 'derreter muito gelo' da posição européia para com o Governo palestino.

- As sombras do passado e da posição americana ainda afetam a visão européia - lamentou Nazzal, que acompanha Abbas em seu périplo, em declarações à agência palestina 'Maan'.

Para levantar o bloqueio, o denominado Quarteto de Madri, integrado pela ONU, Estados Unidos, União Européia e Rússia, pede ao Executivo de coalizão palestino que renuncie à violência, reconheça o Estado de Israel e os acordos assinados com o mesmo.